Entre o algoritmo e o Juramento de Hipócrates: bioética na era da inteligência artificial

Autores

Resumo

O avanço da inteligência artificial tem transformado profundamente a prática médica. De sistemas de apoio à decisão clínica a algoritmos de triagem e diagnóstico, a inteligência artificial tem demonstrado potencial para diagnósticos precoces, terapias personalizadas, otimização de recursos, redução de erros e ampliação do acesso a cuidados especializados. Contudo, essa revolução tecnológica impõe desafios éticos significativos aos princípios clássicos da bioética, como beneficência, não maleficência,
confidencialidade e respeito à autonomia do doente, consagrados desde o Juramento de Hipócrates. A incorporação da inteligência artificial na medicina suscita tensões entre eficiência automatizada e valores humanos. Este artigo revisa a literatura sobre os principais dilemas éticos da aplicação da inteligência artificial na prática médica e avalia em que medida os princípios hipocráticos podem ser preservados ou adaptados diante das transformações tecnológicas, a fim de contribuir para o debate sobre os
rumos éticos da medicina contemporânea em um cenário de crescente automação.

Palavras-chave:

Bioética. Inteligência artificial. Ética médica. Autonomia. Tecnologia e saúde., Bioética. Inteligência artificial. Ética médica. Autonomia pessoal.

Biografia do Autor

Juracy Barbosa dos Santos, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Juracy Barbosa dos Santos – Doutorando – drjuracybarbosa@gmail.com
0009-0009-1729-9778

Guilhermina Rego, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Guilhermina Rego – Doutora – guilherminarego@med.up.pt
0000-0002-8590-9832

Rui Nunes, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal.

Rui Nunes – Doutor – ruinunes@med.up.pt
0000-0002-1377-9899

Como Citar

1.
Barbosa dos Santos J, Rego G, Nunes R. Entre o algoritmo e o Juramento de Hipócrates: bioética na era da inteligência artificial. Rev. Bioét. [Internet]. 15º de maio de 2026 [citado 15º de maio de 2026];34. Disponível em: https://bioetica.emnuvens.com.br/revista_bioetica/article/view/4116